O menino de óculos, magricela, algumas espinhas na cara, conga azul nos pés, fitava o pôr do sol naquele fim de tarde. O alaranjado daquele crepúsculo refletia os cabelos da menina ruiva que havia lhe oferecido, na hora do recreio, uma maria-mole. Milhares de crepúsculos depois, nunca tão alaranjados como aquele, faria um pequeno poema, assim:
Gato faminto,
copo-de-leite no vaso.
Amor perfeito.
domingo, 18 de abril de 2010
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